Histórico da Modalidade EAD

Introdução

As tecnologias de comunicação disponíveis em cada época refletem em grande parte os diversos conceitos de educação a distância ao longo do tempo. Não obstante, aspectos como concepção filosófica e teórica da educação a distância, políticas públicas e sociais, necessidades educativa da população características dos alunos entre outros são pontos chave nas definições.

Sendo assim, entender o processo histórico é crucial para compreender de maneira mais ampla como as tecnologias disponíveis em cada época e as concepções pedagógicas vigentes afetaram as formas de implementar e de operacionalizar os cursos à distância. Quanto a abordagem, cabe ressaltar que o processo evolutivo da EAD não acontece de maneira linear, propagando-se de acordo com as características sociais, tecnológicas, culturais e econômicas, desta forma, ao invés de eras ou gerações, uma abordagem propagada de ondas seria a mais adequada para enxergar assertivamente o quadro geral.

Quanto a abordagem, cabe ressaltar que o processo evolutivo da EAD não acontece de maneira linear, propagando-se de acordo com as características sociais, tecnológicas, culturais e econômicas, desta forma, ao invés de eras ou gerações, uma abordagem propagada de ondas seria a mais adequada para enxergar assertivamente o quadro geral.

Primeira Onda EAD

Denominado como “estudo por correspondência”, “estudo em casa” ou “estudo independente”, têm-se que o primeiro registro de um destes termos foi feito na Alemanha por Toussaint e Langenscheidt em um jornal sueco no ano de 1833. Entretanto, adotando um formato menos rígido, podemos retomar os tempos bíblicos em que as epístolas escritas por São Paulo enviadas para as comunidades cristãs poderiam ser exemplos de uma experiência de educação.

Retomando o conceito anterior, naquele processo, as lições, tarefas e avaliações eram enviadas pelo correio, enquanto que a mediação aluno-professor era feita através de cartas, de forma que tal interação não acontecia de forma rápida ou dinâmica.

Com a Revolução Industrial, uma demanda por novos saberes foi o gatilho para a distribuição de materiais impressos que passaram a ter maior alcance graças a adoção das ferrovias como principal meio de transporte das correspondências. Apesar disso este modelo de ensino tinha grande precariedade, devido ao tempo levado para poder se tirar uma dúvida com o tutor.

Ao longo do tempo, na medida em que o material impresso passou a substituir os modelos manuscritos, a busca do diálogo com o aluno foi adotada como estilo de escrita e como meio de preparo dos materiais didáticos, com o propósito de de estabelecer uma conversação didática com o discente.

Segunda Onda EAD

A segunda onda do EAD caracteriza-se pela chegada do rádio e da televisão. Na Europa do início do século XX, onde já havia uma estrutura organizada e a expansão da educação a distância já tornara-se uma realidade, incluiu-se o uso de gravações de áudio com instruções para o ensino de línguas, por exemplo.

Inicialmente o rádio é articulado com o uso do material impresso, enviado por correspondência. Nos anos 30, o uso de gravadores de fita magnética possibilitou a gravação de programas via rádio e posteriormente sua reprodução em momento oportuno. Apesar disso os educadores ainda encontravam dificuldades em dominar a linguagem radiofônica, o que por vezes influenciava nos materiais produzidos. Mesmo assim, a ampla cobertura geográfica do rádio aliada ao baixo custo do aparelho passou a oferecer inúmeras possibilidades para o EAD.

Por volta dos anos 50, a TV passa também a ser um suporte para transmissão de programas educativos, agregando imagem à voz. Os mesmos problemas do rádio foram encontrados na adoção da televisão como vetor de educação a distância. A falta de roteiros, de intimidade dos professores com microfones e câmeras tornavam as aulas também cansativas e monótonas já que estes buscavam emplacar o modelo de sala de aula clássico no estúdio, além da falta de roteiros para os programas.

Hoje é possível enxergar que estes meios permanecem presentes no modelo de EAD, a adoção de outras tecnologias permitiu um salto de qualidade em termos de acesso, recursos e conteúdo